Câmara analisa projeto que proíbe diferenciação de preços entre Pix e dinheiro e impõe sanções a postos

Projeto de lei proíbe cobrança diferenciada entre pagamento em dinheiro e via Pix em postos de combustíveis.

O Projeto de Lei 1071/26 proíbe que postos de combustíveis cobrem preços distintos do consumidor final quando o pagamento for feito em dinheiro ou por meio de Pix. A proposta, de autoria do deputado Amaro Neto (PP-ES), estava em análise na Câmara dos Deputados em 14/07/2026 – 14:15 e visa tratar os meios de pagamento como equivalentes por não envolverem taxas de intermediação financeira.

Detalhes da proposta

O texto exige a divulgação clara e uniforme dos preços e proíbe expressões como “preço no Pix” ou “preço no dinheiro”. Segundo o autor, a medida tem o objetivo de garantir isonomia e transparência nas relações de consumo.

O deputado Amaro Neto (PP-ES) afirmou: “A diferenciação de preços transfere ao consumidor um custo inexistente ou fictício”.

Punições previstas

Os postos que descumprirem a regra estarão sujeitos às sanções do Código de Defesa do Consumidor, incluindo multa administrativa, obrigação de devolver em dobro o valor cobrado e até a suspensão da atividade em caso de reincidência.

A proposta determina que o revendedor responda pela prática abusiva, independentemente de alegar tratar-se de política comercial interna ou de custos operacionais. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de defesa do consumidor.

Tramitação e próximos passos

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcia Becker

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Publicado em: 14/07/2026 às 13:15
Categoria(s): Política Nacional