O presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), abriu os trabalhos do ano nesta quarta-feira (25), destacando a reforma realizada durante o recesso parlamentar nas dependências da Casa, sobretudo no Plenário Trajano Guimarães. As mudanças incluem novos sistemas de biometria, sonorização, painel, instalação elétrica, iluminação, piso e novo mobiliário, com oito bancadas e capacidade para até 40 vereadores.
A vice-prefeita Coronel Cláudia e secretários municipais participaram da abertura do ano legislativo, que ainda contou com a presença de trabalhadores da Saúde e da Educação, que se manifestaram por melhores condições de trabalho e contra o corte do número de servidores.
Vereadores da oposição criticaram a ausência do prefeito Sandro Mabel na sessão inaugural. Segundo o líder do Executivo na Casa, vereador Bessa (DC), Mabel estaria em uma viagem a São Paulo e teria tido problemas no voo de volta a Goiânia.
Impeachment – O vereador Igor Franco (MDB) protocolou na Câmara pedido de impeachment do prefeito, por improbidade administrativa. Entre as justificativas, ele apontou o descumprimento de acordo com o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM) para a nomeação de aprovados em concurso da Saúde, a ausência de profissionais, precariedade estrutural e deficiência no fornecimento de medicamentos. Além disso, Igor Franco destacou a alteração do Sistema de Registro de Preços, admitindo adesões a atas gerenciadas por entidades privadas sob controle público, responsável, por exemplo, pelo aumento do contrato com a Companhia de Urbanização de Goiânia (COMURG) para valores superiores a R$ 621 milhões.
De acordo com o líder do prefeito, vereador Bessa, o colega Igor Franco tem legitimidade para o pedido de impeachment. Para ele, no entanto, o documento será analisado pelos 37 vereadores e não será aprovado, porque não há irregularidades que o justifiquem.
Emendas impositivas – Outro ponto criticado pela oposição foi a rejeição de parte das emendas impositivas apresentadas pelos vereadores à Lei Orçamentária Anual (LOA). Bessa afirmou que os vetos tiveram como fundamento orientações do TCM. Entretanto, uma reunião deve ser feita nos próximos dias para explicar aos vereadores os motivos e pontos que podem ser ajustados para a liberação da verba.
