Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome rebate com dados desinformação de que programa gera dependência das famílias e afirma que Bolsa Família é responsável pelo melhor desenvolvimento humano da história do BrasilDesde 2023, 15 milhões de pessoas (5,1 milhões de famílias), deixaram de receber o Bolsa Família por melhorar condições de vida. O número foi divulgado pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (27/5), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo o ministro, as famílias saíram do programa por meio do emprego e geração de renda, que são estimulados e apoiados pelo Bolsa Família.
Só de 2023 para cá, com esse novo modelo estimulador do emprego, do trabalho, 5,1 milhões de famílias saíram do Bolsa Família porque saíram da pobreza. Ou seja, essas famílias passaram a trabalhar. Foi trabalhar de operador de caixa em um supermercado, trabalhar numa empresa de energia elétrica, trabalhar no setor público. Alguém que agora se formou em medicina, está trabalhando como médico. É o filho do lavrador que agora é agrônomo, está trabalhando na agricultura”.
“São cerca de 15 milhões de pessoas, só os que já saíram pela superação da pobreza. Com as novas regras, neste mês de maio, 7,1 milhões de famílias estão trabalhando, têm um emprego com carteira assinada, têm um pequeno negócio e recebem o Bolsa Família. Por quê? Porque a gente mede a renda”.
Regra de Proteção
Dias também explicou como funcionam a chamada Regra de Proteção, que define quem continua recebendo Bolsa Família após conseguir emprego ou montar um empreendimento. O mecanismo permite que o beneficiário continue recebendo metade do valor do Bolsa Família por até 12 meses, mesmo após superar o limite de R$ 218 mensais per capita e desde que não ultrapasse R$ 706.
“Se a família está trabalhando, ganha um salário mínimo, mas a família tem lá 6, 7 pessoas. Quando a gente mede a renda, ela não saiu da pobreza, então ela recebe o Bolsa Família cheio e recebe o salário da carteira assinada. Quando essa renda se eleva, ela ultrapassa a linha da pobreza, ainda assim, para estimular o emprego, ela fica por 12 meses recebendo metade do Bolsa Família mais o salário, mais o valor da renda. Ou seja, é um total de 7,1 milhões de brasileiros que estão trabalhando, produzindo”.
“Sem contar com 5,9 milhões de pessoas do Bolsa Família, do Cadastro Único, que estão no pequeno negócio. É um pequeno empresário, é um salão de beleza, é um mercadinho. E o Sebrae atestou agora, 5,9 milhões. Aliás, muita gente que estava no Bolsa Família agora é empregador, está assinando carteira de trabalho de outras pessoas. Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje são empregados de uma empresária, principalmente mulheres, de um empresário que era um dia desses do Bolsa Família”.
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Outra iniciativa citada pelo ministro é o Acredita no Primeiro Passo, que disponibiliza microcrédito com juros reduzidos em parceria com diversas instituições financeiras, viabilizando oportunidades para pequenos empreendedores e promovendo a inclusão socioeconômica para pessoas inscritas no Cadastro Único.
Pessoas de 16 a 65 anos de idade, com informações atualizadas no CadÚnico, podem participar do programa, sendo priorizada a atenção junto a pessoas com deficiência, mulheres, jovens, negros e integrantes de populações tradicionais e ribeirinhas.
A gente financia até R$ 40 mil rural e até R$ 35 mil urbano. Mas tem um segundo passo que é até R$ 150 mil e tem o terceiro passo que é até R$ 1,4 milhão, com fundo garantidor, com taxas de juros baixos. Já são R$ 16 bilhões que financiamos de pequenos negócios e é isso que está ajudando esse povo a sair da pobreza”.
“Há um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, com o Banco Mundial, que mostra que cerca de 20 milhões de brasileiros, quando eles nasceram de uma família muito pobre, através do Bolsa Família puderam estudar. Principalmente pela educação, essas pessoas saíram da pobreza. Estamos falando de aproximadamente 70% das novas gerações já não estão mais na pobreza. Tanto que o Brasil tinha próximo de 60% da população na pobreza, agora nós estamos com 20%. Você vê o tamanho da queda desde a criação do Bolsa Família”.
O Bolsa Família, integrado ao Plano Brasil Sem Fome, também ajudou a tirar o país do Mapa da Fome. Entre 2023 e 2025, o programa atendeu 20,7 milhões de famílias – cerca de 54 milhões de pessoas – e repassou R$ 434,7 bilhões no período.
Outro efeito já verificado do programa Bolsa Família é a ascensão social. Em 2023 e 2024, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C. A quantidade equivale à população inteira do Equador.
Segundo Wellington Dias, o Bolsa Família é responsável por garantir segurança alimentar imediata e, ao mesmo tempo, criar oportunidades de autonomia para as famílias.
“A primeira grande mudança com programas como esse de transferência de renda, implantado em 2003 no Brasil, é que garante que as pessoas nunca mais serão humilhadas. Ou seja, as pessoas passam a ter uma renda básica com a qual livremente podem ir no mercadinho, na feira, comprar o alimento, levar para a mesa da sua casa. Imagine um pai que não consegue colocar comida na mesa da sua casa para a sua família”.
O Brasil, nesse crescimento (econômico), criou 5,3 milhões de empregos desde 2023 para cá. Está lá no Caged. Sabe quem é que está indo atrás dos empregos? O povo do Bolsa Família e do Cadastro Único. Cerca de 90% das vagas de empregos novos no Brasil. Então, que história é essa que esse povo não quer trabalhar? 90% das vagas”, afirmou o ministro
Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro
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