O vereador Rodrigo Rizzo (PSDB) apresentou em plenário, projeto que institui no município de Goiânia o Programa Municipal “Rota dos Ipês – Em Memória das Vitimas de Violência Doméstica e Familiar”.
Conforme a proposta, os objetivos são:
I – homenagear a memória das vítimas de violência doméstica e familiar;
II – promover a conscientização pública, a prevenção comportamental e o engajamento multissetorial no enfrentamento a violência contra a mulher;
III – difundir informações sobre a rede de proteção, canais de denúncia e direitos garantidos em legislação específica;
IV – fomentar ações educativas permanentes, em especial no período do Agosto Lilás;
V – estimular a arborização urbana com espécies do gênero Handroanthus (ipês), como símbolo de vida, memória e esperança;
VI – declarar o Ipê como símbolo das Mulheres goianienses, por sua luta, resistência e encantamento;
VII – Integrar a Rota dos Ipês ao planejamento urbano e paisagístico da cidade, promovendo a segurança e o bem-estar das mulheres nos espaços públicos.
Segundo o projeto, a Rota dos Ipês será um conjunto de vias, pranas, parques, ciclovias, áreas públicas e equipamentos urbanos sinalizados, com plantio de ipês e elementos de memória, tais como: placas, totens ou dispositivos de comunicação visual com linguagem acessível e QR Codes direcionando a canais oficiais de denúncia (180, 190, 197), serviços especializados e informações de direitos, distribuídos no município.
A matéria prevê também como rede de proteção: serviços públicos e parceiros voltados ao atendimento, acolhimento e responsabilização, a exemplo da OAB, Defensoria Pública, Patrulha Maria da Penha, DEAMs, Casa da Mulher, Centros de Referência, Ministério Publico, Judiciário e organizações da sociedade civil.
“A proposta dialoga com políticas consagradas de proteção as mulheres, como a Lei Maria da Penha e o Programa Sinal Vermelho, e integra a agenda do Agosto Lilás, quando se intensificam as ações de mobilização e prevenção, orienta rotas seguras, aproxima serviços, amplia conhecimento sobre medidas protetivas e sobre condutas como violência psicológica e ‘stalking’, e apoia a educação na realização da Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher”, justifica Rizzo.
