A realização do Seminário Nacional de Agricultura Biossalina, nos dias 30 e 31 de março, em Fortaleza (CE), marcou o início das atividades do projeto Sal da Terra no Ceará. O evento reuniu representantes de instituições de pesquisa, gestores públicos e lideranças locais para discutir estratégias de uso produtivo de águas salobras no Semiárido.
Coordenado pela Embrapa, o projeto conta com investimento de cerca de R$ 20 milhões, viabilizados pelo Programa Águas para o Semiárido, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de parcerias com diversas instituições. A iniciativa prevê a implantação de 50 unidades produtivas em regiões semiáridas, com foco na produção de forragens, como leucena e gliricídia, na criação de peixes (tilápia) e na produção de mudas de espécies nativas, utilizando água salina.
Durante o seminário, foram apresentadas as diretrizes do projeto e discutidas as perspectivas de implementação no Ceará. A programação contou com palestras da diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia Costa, e do coordenador-geral do projeto Sal da Terra, o pesquisador da Embrapa Semiárido Diogo Porto.
O evento também reuniu autoridades e representantes de diferentes instituições, como o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES/MCTI), Inácio Arruda; o secretário executivo de Planejamento da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará, Ramon Flávio Gomes Rodrigues; o representante da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Márcio Peixoto; e a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Educação do Ceará, Sandra Monteiro, entre outros participantes.
Atuação no estado
Assim como nos demais estados, no Ceará as ações do projeto serão desenvolvidas em articulação com a coordenação estadual do Programa Água Doce e com lideranças comunitárias, com foco na implantação de unidades produtivas em agricultura biossalina.
Segundo Diogo Porto, um dos diferenciais no estado é o alinhamento com iniciativas já em andamento, como as do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Agricultura Sustentável (INCT AgriS), além da parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que dispõe de um mapeamento de áreas com solos afetados por sais. “Essas parcerias irão com certeza fortalecer as ações previstas e contribuir significativamente para a execução das atividades do Sal da Terra no Ceará”, completa.
