A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), manterá em 2026 a política de rigor no controle de despesas e ampliação dos investimentos públicos. Após iniciar a gestão em 2025 com medidas de reequilíbrio fiscal para reverter o déficit herdado, a gestão avança para transformar o ajuste em mais serviços com eficiência à população.
De acordo com o secretário da Fazenda, Oldair Marinho, o equilíbrio das contas no primeiro ano foi apenas o primeiro passo. “O objetivo agora é progredir ainda mais. Trabalhamos firmes para reverter a dívida herdada e, com isso, alcançamos um superávit histórico que colocou a prefeitura no azul. Ainda em 2025, criamos o Comitê de Controle de Gastos (CCG) que funciona como um filtro rigoroso das despesas públicas. Nenhuma contratação relevante avança sem análise técnica. Esse novo modelo de trabalho rompeu práticas anteriores e estabeleceu uma nova metodologia. Só aprovamos gastos necessários, contratos eficientes e ações que atendam às prioridades da população”, explica.
Nesse contexto, a equipe técnica da Sefaz realiza uma revisão ampla dos contratos administrativos. “Fizemos um pente-fino nos contratos herdados para corrigir distorções e adequar aos preços de mercado com diálogo direto com fornecedores. Não há justificativa para contrato público custar mais caro que o mercado. Trabalhamos essa questão com responsabilidade. Não existe redução irresponsável que comprometa a prestação de serviços à população”, afirma o secretário.
Oldair destaca que, paralelamente, o Município acelerou processos internos e pagamentos que ampliou o poder de negociação e abriu espaço para melhores condições contratuais e novas licitações mais competitivas. “Sempre que realizamos licitações, além de garantir qualidade na entrega de serviços e produtos, buscamos economicidade para assegurar a saúde financeira do município. Nossa meta é clara, fazer o recurso público chegar na ponta com impacto direto na vida da população”, garante.
Ao tratar do enxugamento da máquina e da ampliação dos investimentos, o secretário reforça que o equilíbrio fiscal exige sintonia entre receitas e despesas. “No lado das despesas, buscamos qualificar os gastos. Isso significa olhar especialmente para as despesas correntes, reduzir onde ainda há espaço e direcionar aumento de recursos de investimentos, principalmente nas áreas prioritárias já definidas pela gestão”, disse.
Em relação à queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do ICMS, Oldair ressalta que Goiânia alcançou um nível relevante de independência das transferências. “Atualmente nossa arrecadação própria praticamente supera as transferências financeiras que não dependem da gestão municipal”, destaca.
Ele lembra que o Imposto de Renda retido na fonte deve apresentar queda devido à ampliação da faixa de isenção concedida pelo Governo Federal para 5 mil. “Para compensar essa perda, a Sefaz atua na melhoria da fiscalização, aperfeiçoamento da emissão de notas fiscais e aumento da eficiência arrecadatória. “Trabalhamos no combate à sonegação com equipes de auditoria e inteligência. Utilizamos ferramentas mais avançadas como inteligência artificial e cruzamento de dados que permite identificar evasões e reduzir esse problema. Isso fortalece o ambiente fiscal e sustenta o aumento nos investimentos”, frisa.
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2027O secretário afirma que a proposta da LDO 2027 prioriza investimentos e o fortalecimento dos serviços essenciais, como saúde, educação e área social. “O texto está em fase final de elaboração com foco em entregas e ampliação dos serviços públicos. Já apresentamos os dados consolidados ao prefeito e, na próxima terça-feira (14/4), às 9h, realizaremos uma audiência pública, seguida do encaminhamento à Câmara Municipal. A LDO está orientada para melhoria concreta da prestação de serviços com foco até 2028”, conclui.
Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) – Prefeitura de Goiânia
