
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), concluiu a remoção do exemplar de gameleira no cruzamento das avenidas Araguaia e Contorno, no Setor Central. Um laudo técnico realizado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) atestou que a árvore, considerada histórica, ficou comprometida por após um incêndio criminoso.
O processo de retirada, que se iniciou em abril, foi complexo e exigiu a mobilização da Companhia de Urbanização (Comurg), Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) e Equatorial. A operação também contou com a interdição parcial das vias para garantir a segurança de pedestres e motoristas. O consórcio de empresas, responsável pelo transporte coletivo, precisou remanejar rotas em dias alternados.
A Amma emitiu um laudo técnico que confirmou a inviabilidade de recuperação da árvore. Segundo o documento, o incêndio danificou gravemente o miolo central da gameleira, tornando-a um risco iminente de queda.
Medida judicial
A Comurg também trabalha na remoção de outra gameleira, desta vez, na Alameda Perimetral, do Parque Industrial de Goiânia, após uma decisão judicial. Atualmente, a conclusão do processo de retirada da árvore está em 90%. Segundo a equipe que atua na retirada do exemplar, foi necessário um planejamento estratégico preparatório antes de iniciar o corte. A inspeção técnica determinou a direção de queda mais segura da árvore.
Nesta fase final, o corte ainda requer bastante atenção. A retirada do exemplar acontece em pedaços, em um trabalho que é mais lento à medida que o corte avança. Como compensação ambiental da retirada da espécie, o Condomínio Residencial Jardins da Baviera, requerente da ação judicial que motivou a ordem, deverá plantar duas mudas da espécie extremosa resedá, um arbusto urbano, com maior durabilidade e mais adequada para o ambiente. O prazo para o plantio é imediato e ainda deverá realizar a manutenção dos exemplares por, no mínimo,dois anos, conforme relatório Amma.
Foto: Luciano Magalhães Diniz
Companhia de Urbanização (Comurg) – Prefeitura de Goiânia
