A região turística Pegadas no Cerrado tem em Paraúna, no sudoeste de Goiás, um destino voltado ao contato com a natureza, à geologia e às histórias de misticismo associadas às formações rochosas do município. O principal atrativo é o Parque Estadual de Paraúna, onde ficam as serras das Galés e da Portaria.
O roteiro combina trilhas, paisagens do Cerrado, monumentos naturais, cachoeiras, turismo rural e experiências ligadas à produção de uvas. Para quem pretende conhecer a cidade, o planejamento é importante: parte dos atrativos está em áreas rurais, com trechos de estrada não pavimentada e estrutura limitada para receber visitantes.
Embora o nome Pegadas no Cerrado continue sendo usado em materiais turísticos e mapas anteriores, a atualização do Mapa do Turismo de Goiás divulgada em 2025 passou a chamar a região de Agroecológica. Paraúna permanece entre os municípios associados ao território turístico.
O que é a região Pegadas no Cerrado
Pegadas no Cerrado é uma região turística formada por municípios do sudoeste goiano. A proposta reúne diferentes experiências, como ecoturismo, turismo rural, agroturismo, gastronomia, águas termais, arqueologia e turismo de aventura.
De acordo com o Portal de Turismo de Goiás, Paraúna aparece associada ao misticismo. A cidade também se destaca pelas formações geológicas, pelas trilhas e pelo conjunto de paisagens naturais que ajuda a explicar a identidade do destino.
O território regional inclui municípios como Jataí, Mineiros, Rio Verde, Serranópolis, Jandaia, Perolândia, Israelândia, Santa Helena de Goiás, Santo Antônio da Barra e Turvelândia. Cada cidade apresenta uma vocação própria, mas Paraúna concentra alguns dos cenários mais conhecidos da região.
Parque Estadual de Paraúna é o principal atrativo
O Parque Estadual de Paraúna foi criado em 18 de março de 2002 para proteger as serras das Galés e da Portaria, dois conjuntos de formações rochosas considerados importantes monumentos geológicos do município. Em 2025, os limites da unidade de conservação foram redefinidos por legislação estadual.
Segundo informações do Parques de Goiás, a unidade possui 4.208 hectares e está em uma área com altitudes entre 690 e 890 metros. Estudos geológicos indicam que as rochas da região se formaram na era permocarbonífera, há cerca de 290 milhões de anos.
A ação do vento, da chuva e de outros processos naturais esculpiu o arenito ao longo do tempo. O resultado é um conjunto de formas que lembra objetos, animais e figuras humanas. A interpretação visual das pedras alimenta lendas locais, mas a explicação geológica está relacionada à erosão e ao desgaste natural das rochas.
Serra das Galés e Pedra do Cálice
A Serra das Galés abriga a formação mais conhecida de Paraúna: a Pedra do Cálice. O monumento natural tem formato semelhante ao de uma taça e se tornou um dos símbolos do município.
Outras formações também chamam a atenção durante o passeio, entre elas as pedras identificadas como Cruz e Tartaruga. O visitante percorre trilhas em meio à vegetação nativa do Cerrado até alcançar os pontos de observação dos monumentos geológicos.
O percurso informado pelo órgão gestor estadual tem aproximadamente mil metros, com trilhas largas, planas e bem marcadas. Mesmo assim, é necessário usar calçado fechado, levar água e evitar sair do caminho demarcado.
A Serra das Galés também é associada a histórias de seres misteriosos e supostos portais de pedra. Essas narrativas fazem parte do imaginário local e ajudam a compor o aspecto místico atribuído a Paraúna. Elas não substituem as informações científicas sobre a origem das formações.
Como chegar a Paraúna e ao parque
Paraúna fica a aproximadamente 148 quilômetros de Goiânia, segundo a página oficial do Parque Estadual de Paraúna. A partir da cidade, o acesso à unidade ocorre pela BR-060 e, depois, por vias não pavimentadas vinculadas à GO-411.
O trecho entre o centro de Paraúna e a entrada do parque tem cerca de 20 quilômetros, conforme a informação oficial do órgão estadual. Como as condições podem mudar em razão das chuvas e da manutenção das estradas, é recomendável confirmar o trajeto antes da saída.
O acesso rural exige atenção redobrada de motoristas. Antes de viajar, verifique o nível de combustível, as condições do veículo e a disponibilidade de sinal de telefonia. Em períodos de chuva, a estrada pode ficar mais lenta ou apresentar pontos de dificuldade.
Quem pretende visitar cachoeiras e propriedades rurais deve confirmar previamente se o atrativo está aberto e se há necessidade de acompanhamento de guia. As distâncias informadas pelos canais municipais podem variar conforme o ponto de partida e o acesso utilizado.
Horário, entrada e estrutura para visitantes
A entrada no Parque Estadual de Paraúna é gratuita. A unidade está aberta à visitação, mas ainda não dispõe de infraestrutura física para acomodação dos visitantes, como estrutura completa de alimentação ou hospedagem no interior do parque.
A recomendação oficial é realizar a visita durante o período diurno, preferencialmente entre 6h e 17h. O visitante deve organizar o passeio para concluir o retorno antes do anoitecer, especialmente porque o acesso inclui estrada não pavimentada.
Visitas técnicas, científicas, pedagógicas ou realizadas por grupos numerosos precisam ser agendadas previamente com a administração da unidade de conservação. Visitantes individuais devem observar as orientações divulgadas pelo órgão gestor e respeitar a sinalização existente.
Por causa da estrutura limitada, leve água, lanche, protetor solar, repelente, chapéu ou boné e roupas adequadas para caminhada. Não conte com a presença de comércio ou atendimento permanente dentro da área protegida.
Outros atrativos turísticos de Paraúna
O roteiro pode ser ampliado com outros pontos indicados pela Prefeitura de Paraúna. Entre eles estão o Lago Municipal, o Cristo Redentor, o Casarão que abriga a Academia Paraunense de Letras, Artes e Ofícios e a Vinícola Serra das Galés.
A vinícola está localizada na GO-320, no quilômetro 1, no setor Ponte de Pedra. A propriedade é apresentada pelo município como uma iniciativa ligada à produção de uvas, vinhos e sucos, conectando o turismo rural à atividade produtiva local.
Para quem busca áreas de natureza e água, a prefeitura também lista a Ponte de Pedra e a Cachoeira do Sonho. Esses atrativos ficam na zona rural e podem exigir deslocamentos por estrada de terra. A página municipal informa que o acesso à Cachoeira do Sonho possui trechos arenosos e requer atenção de veículos sem tração nas quatro rodas.
Como os atrativos particulares e rurais podem ter regras próprias, o ideal é confirmar horário de funcionamento, necessidade de reserva, condições de acesso e eventual cobrança diretamente com os responsáveis antes da viagem.
Atendimento ao turista e contratação de guia
O Centro de Atendimento ao Turista de Paraúna informa atendimento pelo telefone e WhatsApp (64) 99600-3364. Conforme a Prefeitura de Paraúna, o serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados e feriados, das 9h às 13h. Aos domingos, o atendimento virtual pelo WhatsApp ocorre das 8h às 18h.
O município também divulga contatos de guias de turismo cadastrados em sua página oficial. A contratação de um profissional pode ser útil para visitantes que não conhecem as estradas rurais, desejam visitar mais de um atrativo no mesmo dia ou pretendem realizar atividades de aventura.
Antes de fechar o passeio, confirme o roteiro, o tempo estimado, o transporte incluído, o número de pessoas, os equipamentos necessários e o valor do serviço. Essas condições podem variar conforme o atrativo e o tipo de experiência contratado.
Cuidados para uma visita segura e responsável
O Parque Estadual de Paraúna é uma área de conservação. Por isso, o visitante deve permanecer nas trilhas, não retirar pedras, plantas ou qualquer elemento natural e não deixar lixo no local.
Também é importante evitar inscrições em rochas, árvores, placas ou estruturas. Fogueiras, atividades não autorizadas e circulação fora das áreas permitidas podem causar danos ao ambiente e aumentar o risco de acidentes.
O Cerrado tem períodos de calor intenso e baixa umidade, além de mudanças rápidas nas condições das estradas durante a temporada de chuvas. Hidrate-se, proteja-se do sol e informe alguém sobre o roteiro quando for visitar áreas rurais.
Em caso de dúvida sobre funcionamento, acesso ou autorização, consulte os canais oficiais antes de sair. As informações mais importantes podem sofrer alterações por obras, clima, manutenção, restrições ambientais ou decisões dos proprietários de atrativos particulares.
Quando visitar Pegadas no Cerrado em Paraúna
Para escolher a data da viagem, o visitante deve considerar o tipo de passeio. As trilhas do parque exigem disposição para caminhar em área aberta, enquanto as cachoeiras e propriedades rurais dependem das condições de acesso e das regras de cada local.
Independentemente da época, consulte a previsão do tempo e confirme as condições das estradas. No período chuvoso, o deslocamento por vias de terra pode ficar mais demorado. Em dias muito quentes, é recomendável iniciar as caminhadas cedo e evitar os horários de maior exposição ao sol.
Com planejamento, Paraúna oferece uma experiência que combina geologia, Cerrado, cultura local e turismo rural. O destino é indicado para quem busca paisagens naturais, trilhas de curta duração e um roteiro diferente dos circuitos mais conhecidos de Goiás.