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Nacional

‘Não queremos ser exportadores de matéria-prima’, diz Márcio Elias Rosa sobre minerais críticos

24 de abril de 2026
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Titular do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços defende que exploração do minério esteja conectada ao desenvolvimento da indústria nacionalO ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (25/4), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, que o Brasil não pode se limitar a exportar minerais críticos como matéria-prima e deve usar essas reservas estratégicas para fortalecer a indústria nacional. Segundo ele, a política do Governo do Brasil para o setor busca agregar valor à produção mineral e transformar esses recursos em vetor de desenvolvimento econômico e soberania.
“É o tema da atualidade. Deixou de ser meramente econômico, comercial, e hoje é um tema geopolítico. O governo quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização do mineral crítico no país. Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”, ressaltou Márcio Elias Rosa.
Minerais críticos são matérias-primas consideradas essenciais para a transição energética, a transformação industrial e a segurança econômica, por sua ampla aplicação em tecnologias como baterias, energias renováveis e sistemas digitais, além de sua oferta muitas vezes concentrada em poucos países.
Acordos com Espanha e Alemanha 
Na semana passada, durante viagem do presidente Lula à Europa, o Brasil assinou, com os governos da Espanha e da Alemanha, uma série de atos bilaterais que reforçam a cooperação em áreas centrais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social.
Entre os destaques está a assinatura de acordos no campo de minerais críticos, firmados entre o Ministério de Minas e Energia do Brasil e os ministérios da Economia e da Transição Ecológica da Espanha, e da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha.
Os acordos — que sucedem os assinados com a Índia e a Coreia do Sul em fevereiro — estabelecem bases para ampliar a cooperação bilateral em toda a cadeia produtiva desses insumos estratégicos.
“[O tema] está associado à nova indústria do mundo, porque aquilo que você pode aproveitar de minerais estratégicos, críticos ou das chamadas terras raras, é fundamental para o desenvolvimento, para a inovação tecnológica. Está associado muito mais à soberania dos países do que a uma questão meramente econômica. É por isso que está todo mundo querendo discutir o assunto. O Brasil talvez tenha a segunda maior reserva de terras raras, minerais críticos ou estratégicos no mundo. Então, temos um ativo muito importante”, lembrou o ministro.

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