O Ministério da Cultura (MinC) promoveu a primeira reunião de construção do Programa Cultura, Meio Ambiente e Mudança do Clima. Durante o encontro, na terça-feira (7/4), com a participação de integrantes da pasta e de consultoras da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), foi debatido o planejamento de elaboração da iniciativa, que integra as ações do MinC no âmbito da agenda climática. A previsão de lançamento é no segundo semestre deste ano.
“A construção envolve uma pesquisa no Brasil e no exterior para ‘identificar iniciativas e políticas’ que dialoguem com o Programa Cultura, Meio Ambiente e Mudança do Clima, além de entrevistas com áreas do Ministério da Cultura, de outros ministérios e da sociedade civil que atuam na área”, explicou o assessor especial do MinC, Carlos Paiva.
A elaboração do Programa será subsidiada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Política de Cultura, Meio Ambiente e Mudança do Clima, espaço permanente de articulação interna do Ministério da Cultura, instituído pela Portaria Nº 239/2025.
No plano nacional, o Ministério da Cultura também vem estruturando e aprofundando essa agenda de forma consistente. O tema está incorporado como eixo no Plano Nacional de Cultura em elaboração e foi objeto de diversas iniciativas recentes, como o Seminário de Culturas Populares e Tradicionais e Justiça Climática, realizado em 2025; a próxima edição da TEIA; e o 1º Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural (SNPC) – Tecendo Redes e Fortalecendo Territórios, que contou com eixo dedicado a Patrimônio Cultural, Mudança do Clima e Bem Viver, entre outras ações.
“Começamos bem, porque estamos há mais de dois anos desenvolvendo esse tema tanto no Brasil quanto na arena internacional. O país copreside o Grupo de Amigos da Ação Climática Baseada na Cultura, levou o tema no âmbito da presidência brasileira do G20 e da COP30, além de dialogar com processos internacionais estratégicos como a Mondiacult. Tudo isso confere ao Brasil uma centralidade nesses debates. Isso, somado a um contexto nacional rico cultural e ambiental e a uma escuta atenta do que as pessoas estão percebendo, gera uma base sólida para a formulação de um programa em uma área ainda emergente no cenário global. A gente tem tudo para sair ao final desse processo com um programa capaz de avançar a agenda no Brasil e que seja exemplar até para outros países”, avaliou Carlos Paiva.
