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Nacional

‘Fizemos a maior reestruturação na área de gestão de pessoas no período de um mandato’, diz ministra Esther Dweck

2 de abril de 2026
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A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou, na manhã desta quinta-feira (02/04), do quadro “Bom Dia, Ministra”, do CanalGov. Durante a entrevista, Esther Dweck afirmou que o governo do Brasil tem conduzido um processo de recomposição da capacidade do Estado brasileiro para fazer políticas públicas, ao mesmo tempo em que promove uma ampla modernização da máquina pública. Segundo ela, a percepção de que há “inchaço” no serviço público não corresponde à realidade e ignora a perda significativa de servidores registrada nos últimos anos.
De acordo com a ministra, entre 2016  e 2022 o país enfrentou uma saída líquida de mais de 70 mil servidores federais, desconsiderando as instituições de ensino, que possuem dinâmica própria de reposição. A maior parte dessas saídas ocorreu por aposentadoria, com destaque para o pico registrado em 2019, em função da reforma da Previdência. Já no atual governo, entre janeiro de 2023 e março de 2026, ingressaram 19 mil pessoas no serviço público federal, enquanto 16 mil deixaram seus cargos, resultando em um saldo líquido de apenas 3 mil servidores. “Na verdade, a gente está praticamente correndo atrás do prejuízo para recompor”, afirmou.
Ela destacou que, ao assumir o governo, havia falta de pessoal em diversas áreas estratégicas, como meio ambiente, mineração, cultura, segurança e setores administrativos. Diante desse cenário, o governo passou a recompor gradualmente os quadros, sempre respeitando os limites fiscais. Nesse sentido, a ministra enfatizou que não houve aumento do gasto com pessoal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O percentual, que era de cerca de 2,6% no início da gestão, deve permanecer no mesmo patamar ao final do mandato, com crescimento das despesas dentro das regras do arcabouço fiscal e pactuado com a equipe econômica. “Com responsabilidade fiscal, fizemos a maior reestruturação na área de gestão de pessoas no período de um mandato”, disse Dweck.
Na área da educação, além da reposição de servidores, houve expansão do quadro para viabilizar a ampliação da rede federal. A ministra ressaltou que foram consolidados mais de 20 mil cargos para professores e técnicos, acompanhando a criação de novos institutos federais, campi e universidades. Segundo ela, há um foco importante na formação técnica e tecnológica, além do ensino superior, para atender às demandas de qualificação do mercado de trabalho.
A ministra também informou que ainda em 2026 será autorizada a nomeação de 1.500 pessoas para a Polícia Federal, cujo concurso está em andamento, e haverá chamada de excedente para outros concursos já realizados. Ela explicou, contudo, que ainda haverá a definição de quais carreiras e número de vagas a serem contempladas.
Outro eixo central da atuação do ministério tem sido a busca por maior eficiência na gestão pública, com forte investimento em digitalização e integração de dados. A ministra explicou que o objetivo não é apenas digitalizar processos existentes, mas melhorar efetivamente os serviços prestados à população. Nesse contexto, iniciativas como a assinatura eletrônica gratuita e a eliminação de exigências burocráticas têm gerado uma economia estimada em mais de R$ 10 bilhões, tanto para o setor público quanto para o privado. “A nossa lógica é aumentar a eficiência, aumentar a efetividade, chegar na ponta, saber o que cada um precisa e com uma qualidade do gasto cada vez maior, de forma a não onerar mais a nossa população”, destacou Esther. Além disso, foi criado um pacto nacional com estados e municípios para modernização da gestão, ao qual 19 estados já aderiram, permitindo a disseminação de soluções tecnológicas e boas práticas.
A incorporação de inteligência artificial também foi destacada como um avanço importante. Segundo a ministra, o governo já conta com centenas de soluções em desenvolvimento ou em uso, incluindo assistentes virtuais para atendimento à população e ferramentas de apoio a estudantes. Ela afirmou que há investimentos em infraestrutura, integração de dados e desenvolvimento de modelos próprios, com o objetivo de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos serviços públicos.
No campo da gestão de pessoas, a ministra também apontou que o governo realizou uma ampla reestruturação de carreiras e cargos. Mais de 67 mil cargos considerados obsoletos foram transformados em estruturas mais modernas, com redução significativa no número total após ajustes. Essas 67 mil vagas em cargos obsoletos foram transformadas em 35 mil vagas em cargos mais modernos, com ampliação das chamadas carreiras transversais, que permitem maior flexibilidade na alocação de servidores entre diferentes áreas. Segundo ela, a proposta é preparar o serviço público para um cenário de rápidas mudanças tecnológicas, sem deixar de reconhecer a importância da presença humana na formulação e execução de políticas públicas. “A lógica é poder ter flexibilidade para a alocação de acordo com as necessidades”.
Concursos Públicos
Os concursos públicos seguem como instrumento central de renovação do funcionalismo. A expectativa do governo é de ingresso de cerca de 7 mil novos servidores em 2026, principalmente a partir de seleções já realizadas. A ministra destacou que concursos homologados antes do período eleitoral poderão ter convocações normalmente ao longo do ano. Nesse contexto, o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) foi apontado como um modelo bem-sucedido, especialmente por promover maior diversidade no serviço público. Ela ressaltou que a nova política de cotas ampliou a reserva de vagas para 30% e que, na prática, os percentuais de aprovação superaram esse patamar. No CPNU 2, 40,5% das pessoas aprovadas se inscreveram para vagas reservadas às cotas. Também houve aumento na participação feminina, que chegou a 48% na segunda edição. “Tivemos uma diversidade grande centrada nesse concurso e para a gente isso foi um sucesso enorme”, afirmou.
Transformação Digital
A ministra também abordou a modernização de sistemas administrativos, com destaque para a redução do uso de papel. A ampliação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e de novas ferramentas de tramitação digital tem permitido a eliminação de Processos físicos, inclusive entre diferentes órgãos, o que antes exigia impressão e reenvio de documentos. Essas soluções estão sendo levadas para estados e municípios como parte da estratégia de modernização da gestão pública em todo o país.
Na área ambiental, ela destacou a modernização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que passa a contar com imagens de alta resolução e integração de bases de dados para melhorar a validação das informações. Esther Dweck deu detalhes do acordo de cooperação técnica assinado entre o MGI, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Google a partir do qual a empresa disponibilizará imagens de alta resolução referentes ao ano de 2008 para servir de comparação para  a validação do CAR. Segundo a ministra, o sistema será cada vez mais relevante para políticas como crédito rural e mercado de carbono, além de facilitar a vida de produtores que estão em conformidade com a legislação. Ela ressaltou que o processo será conduzido com cautela e participação dos estados.
Por fim, a ministra destacou os esforços para ampliar a inclusão digital no país. Ela reconheceu que ainda há desafios, tanto em termos de conectividade quanto de capacitação da população para uso de serviços digitais. Nesse sentido, o governo tem investido na expansão da infraestrutura e na criação de iniciativas como o “Balcão Gov.br”, que oferece atendimento presencial para orientar cidadãos.
Ao fazer um balanço da gestão, a ministra afirmou que a criação de um ministério dedicado à área permitiu avanços estruturais importantes. Segundo ela, o governo conseguiu atuar de forma integrada em gestão de pessoas, transformação digital e organização administrativa, promovendo melhorias na eficiência do Estado e na qualidade dos serviços prestados à população.
Confira a entrevista da ministra na íntegra

Assuntos Capa, Nacional
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