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Nacional

Especialistas da Rede HU Brasil alertam para riscos do uso inadequado de remédios

5 de maio de 2026
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Nove em cada dez brasileiros se automedicam; ato pode mascarar doenças graves, intoxicar ou causar dependência química e danos a órgãos vitais
Interromper ou estender um tratamento medicamentoso sem orientação adequada; uso de remédios fora da validade e do horário indicado; automedicação. São diversos os casos que envolvem o uso errado de remédios no Brasil. O que parece uma atitude inofensiva, na verdade pode estar colocando a vida em risco. Por isso, especialistas da Rede HU Brasil chamam atenção para os cuidados e os desafios enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, o uso inadequado de medicamentos já é considerado um problema de saúde pública. A Pesquisa de Automedicação , do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), realizada em 2022, apontou que nove em cada dez brasileiros se automedicam. Outro artigo, publicado no International Journal of Advanced Engineering Research and Science, mostrou que no período entre 2012 e 2021, ao menos 596 mil casos de intoxicação no país foram ocasionados por medicações.

“Muitas vezes, o paciente acredita que se é remédio, não faz mal. Esse é um dos maiores mitos que precisamos desconstruir. Os medicamentos salvam vidas, mas quando usados sem critério, podem e vão também colocá-las em risco ”, alerta Vicente Dantas, chefe do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário de Lagarto , da Universidade Federal de Sergipe (HU L -UFS).

Efeitos

As consequências do uso inadequado de medicamentos podem ser extremamente perigosas e nocivas, como explica Juliano Pereira, chefe do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT). Alguma s delas são: mascaramento de doenças graves; intoxicações; dependência química; danos a órgãos vitais, como os rins; e interações medicamentosas, “problema que acontece principalmente com a população mais idosa, pois muitos deles usam vários medicamentos, sendo uma prática conhecida como polifarmácia”, destaca Juliano.

“O uso racional de medicamentos significa que cada paciente deve receber o medicamento adequado à sua condição clínica, na dose correta, pelo tempo adequado e ao menor custo, assegurando assim, a eficácia do tratamento e segurança do paciente ”, reitera Paula Wolff , chefe do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC).

Resistência a antibióticos

Outro problema considerado grave e cada vez mais comum diz respeito ao uso inadequado de antibióticos , que são medicamentos que combatem infecções provocadas por bactérias. A interrupção do tratamento ou uso sem orientação médica pode provocar a evolução dessas bactérias , tornando-a s resistente s ao medicamento , as chamadas “superbactérias”.

“Na prática hospitalar, isso se traduz em infecções mais difíceis de tratar, uso de antibióticos de amplo espectro, mais tóxicos e caros, internações prolongadas e aumento da mortalidade”, comenta Vicente Dantas . Problema que é considerado uma grande preocupação para a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“ Estima-se que , hoje , a resistência bacteriana já tenha causado mais de 1,2 milhão de mortes por ano no mundo. Sendo que , se este panorama permanecer , são previstas mais de 10 milhões de mortes por ano até 2050 ”, complementa Juliano Pereira.

Boas práticas

A classificação “Uso R acional de Medicamentos ”foi criada pela OMS em 1985 com o intuito de incentivar essa boa prática. Nos hospitais da HU Brasil essa é uma prioridade que vem sendo adotada em iniciativas assistenciais, ensino e pesquisa. No HU-UFSC, o Grupo da Medicação Segura realiza , em conjunto com estudantes do curso de Farmácia e Enfermagem, ações com objetivo de trabalhar o comportamento das equipes .

“São realizadas campanhas internas abordando vários temas relacionados ao uso dos medicamentos. Também já foram realizadas campanhas com os pacientes e seus acompanhantes”, informa Paula Wolff . Ela menciona que a Unidade de Farmácia Clínica do hospital também atua nesse sentido em conjunto com os médicos infectologistas do Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos , além de utiliza r a ferramenta de IA Noharm. “É um sistema de apoio à decisão clínica que analisa dados do paciente em tempo real , como exames e prescrições, para identificar riscos relacionados a medicamento ”, esclarece.

O mesmo sistema é utilizado no HUL-UFS, que também possui um a rotina de cuidados , de forma estruturada e multiprofissional , com a participação ativa do farmacêutico nas visitas clínicas ( rounds ) às unidades de internação, criação de protocolos institucionais baseados em evidências, serviço de vigilância de reações adversas e controle do uso de antimicrobianos junto com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. “A farmácia deixou de ser uma unidade apenas logística, ela também é clínica, educativa e estratégica”, observa Vicente Dantas.

Ele conta que o HUL -UFS desenvolve pesquisas por meio dos Programas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIT/PIC ) sobre o uso racional e seguro de medicamentos “através de análise de dados e tecnologias para qualificar prescrições, melhorar o uso de analgésicos e antimicrobianos, além do fortalecimento da farmacovigilância”. No Ambulatório Transexualizador do hospital , onde são realizadas terapias hormonais, também são realizados estudos que visa m a segurança do paciente .

No HDT-UFT, a equipe de farmacêuticos realiza triagem de todas as prescrições médicas realizadas no hospital. “Tal ação tem a função de assegurar que os medicamentos prescritos pela equipe médica estão de acordo com as necessidades clínicas do paciente, seja referente à dose prescrita, seja referente à duração do tratamento ”, diz Juliano Pereira . Ele explica que essa triagem tem o intuito de diminuir a chance de ocorrência de interações medicamentosas entre os diferentes fármacos prescritos.

Outra ação desenvolvida pela Unidade de Farmácia Clínica e Dispensação Farmacêutica do HDT-UFT é a conciliação medicamentosa dos pacientes internados. De acordo com Juliano, essa atividade tem o objetivo de acompanhar a utilização dos medicamentos diários dos pacientes para evitar e/ou mini mizar o uso duplicado de medicações durante a internação e a alergia a algum medicamento que possa não ter sido relata da à equipe médica.

“ Para o SUS , o uso racional de medicamentos reduz os custos com os tratamentos , pois gera economia de recursos, diminui os períodos de internações e , consequentemente , diminui as filas de atendimento ”, conclui Juliano.

Sobre a HU Brasil

Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh . É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.

Redação: Elizabeth Souza , com revisão de Danielle Campos

Assuntos Capa, Nacional
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