segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Aumento de mosquitos em Goiânia: como se proteger em casa e na rua

Moradores de Goiânia podem adotar medidas simples para reduzir a presença de mosquitos e evitar picadas. Veja como usar repelentes, proteger crianças e gestantes, eliminar criadouros e reconhecer sinais de alerta para dengue.

Quem percebeu aumento de mosquitos em Goiânia deve reforçar os cuidados dentro de casa, no trabalho e durante atividades ao ar livre. A principal preocupação é o Aedes aegypti, vetor da dengue, da chikungunya e da zika. O mosquito costuma picar principalmente durante o dia, por isso a proteção não deve ficar restrita ao período da noite.

As medidas mais eficazes combinam duas frentes: impedir a formação de criadouros e reduzir o contato entre as pessoas e os mosquitos. O Ministério da Saúde recomenda eliminar recipientes que acumulem água, manter reservatórios fechados, usar telas e aplicar repelentes registrados, sempre conforme as instruções do rótulo. (gov.br)

Por que é importante reforçar os cuidados

A fêmea do Aedes aegypti deposita ovos em recipientes que podem acumular água. Esses locais incluem vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas, ralos, bandejas de geladeira, caixas-d’água e objetos deixados em áreas externas. O ciclo pode ser rápido: em condições favoráveis, o ovo pode chegar à fase adulta em cerca de uma semana. (gov.br)

Mesmo uma pequena quantidade de água pode contribuir para a reprodução do mosquito. Por isso, a inspeção precisa incluir áreas pouco utilizadas, como quintais, garagens, lajes, porões, depósitos e imóveis fechados. A responsabilidade também alcança locais de trabalho, condomínios e terrenos particulares.

Faça uma vistoria semanal na casa

Uma das orientações mais importantes é reservar um dia da semana para procurar pontos de acúmulo de água. A frequência ajuda a interromper o ciclo do mosquito antes que novos adultos apareçam.

  • Mantenha caixas-d’água, cisternas e outros reservatórios completamente tampados.
  • Limpe calhas e lajes para evitar poças depois das chuvas.
  • Retire a água acumulada em bandejas de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e bebedouros.
  • Lave com água e sabão os recipientes usados por animais de estimação.
  • Guarde pneus em local coberto e protegido da chuva.
  • Coloque areia nos pratos de vasos de plantas ou elimine esses recipientes.
  • Desobstrua ralos e mantenha-os tampados quando não estiverem em uso.
  • Vire garrafas, baldes e outros objetos de cabeça para baixo.
  • Amarre sacos de lixo e não descarte resíduos em calçadas, ruas ou terrenos.

Não basta retirar a água visível. Recipientes devem ser lavados, porque os ovos do Aedes aegypti podem ficar aderidos às paredes e resistir por períodos sem água. A limpeza reduz a possibilidade de que eles eclodam quando o recipiente voltar a ser molhado.

Como usar repelente corretamente

Repelentes de uso tópico podem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e, em alguns casos, sobre as roupas. Entre os princípios ativos recomendados estão DEET, icaridina e IR3535. O produto precisa ser registrado e usado de acordo com a faixa etária, a frequência e as demais orientações do fabricante. (gov.br)

Na aplicação em spray no rosto ou em crianças, a orientação é colocar primeiro o produto nas mãos e depois espalhá-lo na pele. Após o uso, é necessário lavar as mãos. O repelente não deve ser aplicado sobre feridas, mucosas ou perto dos olhos. Se houver contato com os olhos, lave imediatamente com água corrente. (gov.br)

A reaplicação deve seguir o intervalo informado no rótulo. Não é recomendável aumentar a quantidade ou reaplicar em excesso na tentativa de obter proteção maior. Também é importante evitar que crianças manipulem o frasco sozinhas.

Cuidados com crianças e gestantes

Mulheres grávidas podem usar repelentes registrados, desde que sigam rigorosamente as instruções do fabricante. Para crianças menores de 2 anos, o uso de repelente não deve ocorrer sem orientação médica. Entre 2 e 12 anos, produtos à base de DEET devem respeitar a concentração máxima e o limite diário indicados pelo Ministério da Saúde. (gov.br)

Em bebês e crianças pequenas, a proteção deve priorizar roupas que cubram braços e pernas, telas em portas e janelas e mosquiteiros. O tecido não pode dificultar a respiração nem ficar solto a ponto de oferecer risco durante o sono.

O repelente deve ser aplicado depois do protetor solar, quando os dois produtos forem necessários. A orientação específica do rótulo deve prevalecer, porque a composição e o tempo de proteção variam entre as marcas.

Roupas, telas e barreiras físicas

Calças compridas, camisas de mangas longas, meias e sapatos fechados diminuem a área de pele exposta. Em períodos de maior presença de mosquitos, é preferível optar por roupas mais fechadas durante atividades em quintais, parques, áreas com vegetação e locais próximos a recipientes que possam acumular água.

Telas de malha fina em portas e janelas dificultam a entrada dos mosquitos. Mosquiteiros também podem ser usados, especialmente por bebês, crianças e pessoas que precisam descansar durante o dia. O Ministério da Saúde recomenda ainda manter ambientes protegidos e, quando disponível, utilizar ar-condicionado como uma barreira complementar. (gov.br)

As telas precisam ser verificadas regularmente. Rasgos, frestas e portas mantidas abertas podem reduzir a eficácia da proteção. Em apartamentos, é importante observar também sacadas, áreas de serviço, ralos e vasos de plantas.

Repelentes ambientais exigem atenção

Espirais, pastilhas, aparelhos elétricos e outros repelentes ambientais podem ser utilizados, mas devem ser registrados na Anvisa e empregados conforme as advertências do rótulo. O ambiente deve ter ventilação adequada, e o produto precisa ficar fora do alcance de crianças e animais.

Produtos vendidos como “naturais”, à base de citronela, andiroba ou óleo de cravo, não devem ser considerados automaticamente eficazes. Segundo o Ministério da Saúde, velas, incensos, odorizadores e produtos semelhantes anunciados com ação repelente podem não ter eficácia comprovada nem aprovação para essa finalidade. (gov.br)

Inseticidas domésticos também não substituem a eliminação de criadouros. Eles podem reduzir a presença de mosquitos adultos por determinado período, mas não impedem o surgimento de novos insetos se houver água acumulada no imóvel.

O que fazer em condomínios e áreas comuns

Em condomínios, a vistoria deve incluir garagens, jardins, casas de máquinas, calhas, ralos, piscinas, brinquedotecas, depósitos e áreas de descarte. Síndicos e administradores precisam manter a limpeza e providenciar a correção de pontos que favoreçam o acúmulo de água.

Moradores podem comunicar à administração a existência de recipientes abandonados, vazamentos, calhas entupidas ou áreas sem manutenção. A prevenção depende da ação conjunta, porque um foco em uma área comum pode afetar vários imóveis.

Em caso de imóvel fechado, terreno ou local onde haja possível foco, a orientação é comunicar a situação aos canais oficiais da Prefeitura de Goiânia. A Unidade de Vigilância em Zoonoses e a Gerência de Controle de Vetores realizam ações de vistoria, eliminação e tratamento de criadouros, além de orientar a população sobre arboviroses. (goiania.go.gov.br)

Quando procurar atendimento de saúde

A picada do mosquito não significa que a pessoa necessariamente ficará doente. No entanto, febre de início repentino acompanhada de dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo ou nas articulações, prostração, náusea ou manchas vermelhas pode indicar dengue ou outra arbovirose. Nesses casos, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Em Goiânia, os Centros de Saúde da Família oferecem atendimento, diagnóstico, acompanhamento e tratamento de doenças transmitidas por mosquitos, conforme a avaliação da equipe. A unidade de referência depende da região onde o paciente mora. (gov.br)

Não tome medicamentos por conta própria. Em suspeita de dengue, alguns remédios podem aumentar o risco de sangramentos. A hidratação e o tratamento devem seguir a orientação de um profissional de saúde.

Sinais de alerta exigem atendimento imediato

A piora pode ocorrer depois da redução da febre, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia do início dos sintomas. Procure atendimento imediatamente diante de dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura ou desmaio, dificuldade para respirar, sangramento no nariz ou nas gengivas, sonolência excessiva, irritabilidade ou qualquer sangramento anormal. (gov.br)

Gestantes, crianças, pessoas idosas e pacientes com doenças crônicas precisam de atenção especial, pois apresentam maior risco de complicações. A avaliação médica é necessária mesmo quando os sintomas parecem leves ou começam a melhorar.

Checklist rápido para os moradores

  • Verifique o quintal, a varanda e a área de serviço uma vez por semana.
  • Use repelente nas áreas expostas, seguindo o rótulo.
  • Prefira roupas que cubram braços e pernas em locais com muitos mosquitos.
  • Instale ou conserte telas em portas e janelas.
  • Mantenha caixas-d’água e reservatórios fechados.
  • Lave recipientes de animais, vasos e bandejas que possam acumular água.
  • Não confie apenas em velas, incensos ou produtos sem registro.
  • Procure uma unidade de saúde em caso de febre e sintomas compatíveis com dengue.
  • Busque atendimento urgente diante de sinais de alarme.

A proteção mais eficiente contra o aumento de mosquitos em Goiânia é a combinação de cuidados individuais e controle ambiental. Reduzir os criadouros dentro de casa, proteger a pele e manter os ambientes telados diminui o contato com o Aedes aegypti e ajuda a proteger toda a vizinhança.