sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Eleições 2026

Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O endosso foi anunciado em 8 de outubro, após o senador assinar um termo com compromissos apresentados pelo escritor.

Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O anúncio foi feito em 8 de outubro, depois de uma conversa entre os dois e da assinatura de um termo de compromisso com propostas defendidas pelo candidato do Avante durante a campanha.

A decisão respondeu à pergunta sobre quem Augusto Cury apoiaria na segunda etapa da disputa. O escritor havia afirmado, logo após o primeiro turno, que não declararia apoio a nenhum dos candidatos e que manteria silêncio sobre a eleição. A posição mudou quatro dias depois.

O que mudou na posição de Augusto Cury

Na noite de 4 de outubro, após a confirmação de que Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputariam o segundo turno, Cury disse que não apoiaria qualquer um dos dois nomes. Na ocasião, afirmou que suas propostas estavam disponíveis para serem aproveitadas pelos candidatos e que não faria campanha por nenhum deles.

Em 8 de outubro, porém, Cury anunciou o apoio a Flávio Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pela SBT News, a decisão ocorreu depois de uma reunião e da assinatura de um documento com compromissos políticos apresentados pelo escritor.

A mudança também foi noticiada pela CNN Brasil, que informou que o apoio foi definido após uma conversa por videochamada com duração superior a uma hora. O documento foi identificado como “Termo de Compromisso Público com o Brasil”.

Quais compromissos foram apresentados

O termo assinado por Flávio Bolsonaro reúne oito compromissos defendidos por Augusto Cury. Entre os pontos mencionados estão a pacificação nacional, investimentos em educação e saúde, medidas de proteção às mulheres e a criação de uma ampla rede pública de telemedicina integrada ao Sistema Único de Saúde.

O documento também trata de desenvolvimento econômico e social, defesa da democracia, alternância de poder e preparação do país para os impactos da inteligência artificial, da robótica e de outras tecnologias.

De acordo com a cobertura do SBT News, Cury classificou o endosso como um “voto de confiança” e afirmou que o apoio não representa um “cheque em branco”. A declaração indica que o escritor pretende manter cobrança sobre a eventual execução das propostas apresentadas no documento.

Apoio não envolve cargo, diz Cury

Após o anúncio, Augusto Cury negou que tenha negociado um ministério ou outro cargo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Em entrevista repercutida pela CNN Brasil, o escritor afirmou que o diálogo tratou de pautas para o país, e não de uma troca de cargos por apoio eleitoral.

Segundo Cury, a decisão foi motivada pelo conteúdo do compromisso assumido por Flávio e pela avaliação de que o senador incorporou propostas apresentadas durante a conversa. O escritor também criticou a possibilidade de continuidade do governo Lula e mencionou preocupações com a situação econômica do país.

Quem disputa o segundo turno

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avançaram para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A votação está marcada para 25 de outubro, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.

Augusto Cury terminou a primeira etapa da disputa em terceiro lugar. Com a declaração de apoio, ele passou a integrar a lista de candidatos derrotados que se posicionaram a favor de um dos concorrentes que permanecem na corrida presidencial.

O apoio de Cury se soma às manifestações de outros nomes do campo político que declararam adesão à candidatura de Flávio Bolsonaro. Do outro lado, partidos e candidatos também anunciaram apoio a Lula, enquanto algumas legendas decidiram liberar seus filiados ou permanecer sem posição oficial.

Por que a declaração gerou repercussão

A posição de Augusto Cury ganhou atenção porque o candidato havia construído a campanha com discurso de pacificação e críticas à polarização entre os dois principais grupos políticos do país. Antes do resultado do primeiro turno, ele havia dito que não apoiaria Lula nem Flávio em um eventual confronto entre os dois.

A mudança de orientação ocorreu depois de Cury ficar fora da disputa final. O intervalo entre a declaração de neutralidade, em 4 de outubro, e o anúncio de apoio, em 8 de outubro, explica a aparente contradição nas informações que circularam sobre o posicionamento do escritor.

Assim, a resposta atualizada para a pergunta “quem Augusto Cury vai apoiar no segundo turno?” é: Flávio Bolsonaro. O apoio foi condicionado à assinatura de compromissos públicos, e Cury afirmou que não se trata de uma adesão sem cobrança ou de um acordo por cargo no governo.