Ação no Porto da Ceasa visa prevenir a disseminação da praga e informar condutores sobre proibições.
A Adaf iniciou fiscalização sistemática e ações de educação sanitária no Porto da Ceasa, na zona sul de Manaus, para prevenir e controlar a mosca-da-carambola, conforme detecção do inseto em Rio Preto da Eva em dezembro de 2025. A operação, realizada com apoio da PRF, visa coibir o transporte irregular de frutos hospedeiros da praga e orientar condutores sobre as restrições vigentes.
Quarentena e proibições
Atualmente, Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva estão sob quarentena, de modo que frutos hospedeiros da praga não podem sair desses municípios para outras cidades ou Estados. Segundo a Portaria do Mapa nº 1.503, de 19 de dezembro, as mais de 40 espécies hospedeiras da praga estão proibidas de circular fora das áreas de restrição.
Fiscais da Gerência de Defesa Vegetal da Adaf (GDV) e da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav Manaus) abordaram condutores no Porto da Ceasa e prestaram orientações sobre os riscos da mosca-da-carambola e a importância de não transportar frutos hospedeiros de forma irregular.
Apoio institucional e coordenação
O combate à praga é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio de instituições como Idam, Faea, as prefeituras de Manaus e Rio Preto da Eva, as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária do Amazonas e Roraima e a Aderr, entre outras.
“A gente quer levar a situação ao conhecimento desse público para que as pessoas não transportem para outros municípios os hospedeiros da mosca. É fundamental contarmos com o apoio da população no combate a essa praga”, disse Sivandro Campos, gerente de Defesa Vegetal da autarquia.
Medidas de supressão e erradicação
Entre as ações de supressão está o aumento do número de armadilhas e a intensificação do monitoramento, especialmente nas áreas sob quarentena. A erradicação inclui a captura dos insetos nas armadilhas, que contêm inseticida.
Na área do foco, em Rio Preto da Eva, há coleta de todos os frutos hospedeiros da praga. Os frutos são armazenados em sacos de alta densidade, mantidos fechados em local quente por sete dias e descartados em aterro sanitário; se houver larvas no interior, esse procedimento permite sua eliminação.
A Adaf ressalta que a praga não oferece risco à saúde humana, mas representa ameaça à economia do estado e do País devido ao potencial destrutivo para a fruticultura. Entre suas mais de 30 espécies hospedeiras estão a carambola, manga, tomate, mamão, goiaba, pimenta-de-cheiro, acerola e laranja.
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