segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Como evitar insolação durante passeios em Goiânia

Veja como se proteger do calor durante passeios em Goiânia, quais sintomas exigem atenção e o que fazer diante de sinais de insolação ou golpe de calor.

Quem pretende fazer passeios ao ar livre em Goiânia precisa incluir os cuidados com o calor no planejamento. A combinação de exposição prolongada ao sol, atividade física, pouca hidratação e roupas inadequadas pode provocar desidratação, exaustão pelo calor e, nos casos mais graves, insolação ou golpe de calor.

A insolação é uma emergência médica. O quadro ocorre quando o organismo perde a capacidade de controlar a própria temperatura, geralmente após exposição intensa ao calor e ao sol, mas também pode aparecer em ambientes muito quentes e pouco ventilados. Segundo o Ministério da Saúde, a temperatura corporal pode ultrapassar 40°C e comprometer órgãos como cérebro, coração, rins e músculos. Mais informações estão disponíveis na página sobre insolação do Ministério da Saúde.

Planeje o passeio fora dos horários mais quentes

Uma das medidas mais importantes é escolher horários de menor exposição. Sempre que possível, prefira sair no início da manhã ou no fim da tarde, evitando permanecer sob o sol entre 10h e 16h, período indicado pelo Ministério da Saúde como de maior risco para exposição solar intensa.

O horário, porém, não deve ser o único critério. Antes de sair, observe a previsão meteorológica, a duração do passeio, a existência de áreas de sombra e a possibilidade de interromper a atividade. Caminhadas longas, visitas a espaços abertos e exercícios exigem pausas regulares, principalmente nos dias de calor mais intenso e baixa umidade.

Se o passeio incluir crianças, idosos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas, reduza o tempo de exposição e aumente a frequência das pausas. Esses grupos podem ter maior dificuldade para perceber a sede ou regular a temperatura corporal.

Comece o passeio hidratado

Não espere sentir sede para beber água. A sede pode aparecer depois que o organismo já começou a perder líquidos. Leve uma garrafa e faça pequenas ingestões ao longo do trajeto, especialmente durante caminhadas, atividades esportivas ou permanência prolongada em locais abertos.

A quantidade necessária varia conforme a idade, o esforço físico, a temperatura, a umidade e as condições de saúde de cada pessoa. Por isso, não existe um volume único que sirva para todos. Em atividades comuns, a água costuma ser a principal opção. Em situações de esforço prolongado, a reposição de líquidos e sais deve seguir orientação de um profissional de saúde.

Álcool deve ser evitado antes e durante o passeio, porque pode favorecer a desidratação e prejudicar a percepção dos sinais de alerta. Bebidas com cafeína também devem ser consumidas com moderação, principalmente quando substituem a água. O Ministério da Saúde recomenda atenção especial à ingestão de líquidos durante períodos de calor intenso.

Use roupas, chapéu e protetor solar

Roupas leves, folgadas e de cores claras ajudam a reduzir o desconforto térmico. Tecidos que permitam a circulação de ar e a evaporação do suor são mais adequados para atividades ao ar livre. Chapéu ou boné protegem a cabeça e o rosto, enquanto óculos escuros ajudam a diminuir o incômodo causado pela luminosidade.

O protetor solar deve ser aplicado nas áreas expostas, seguindo as instruções da embalagem. A orientação do Ministério da Saúde é utilizar produto com fator de proteção solar, ou FPS, de pelo menos 30. A aplicação precisa ser reforçada conforme o rótulo e depois de suor excessivo, contato com água ou atrito.

É importante lembrar que o protetor solar ajuda a prevenir queimaduras e danos causados pela radiação ultravioleta, mas não impede a insolação. Mesmo com a pele protegida, a pessoa pode sofrer com o calor, a desidratação e o esforço físico. Por isso, o uso do filtro deve ser combinado com sombra, hidratação, roupas adequadas e pausas.

Faça pausas em locais frescos e com sombra

Durante o passeio, procure alternar períodos de exposição com momentos em áreas cobertas, ventiladas ou climatizadas. A sombra reduz a incidência direta da radiação, mas não elimina completamente o calor. Superfícies como concreto, asfalto e áreas próximas à água podem refletir radiação e continuar aquecidas.

Ao perceber cansaço fora do habitual, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea ou cãibras, interrompa a atividade. Vá para um local fresco, afrouxe as roupas e beba água se estiver consciente e conseguir engolir. Não tente concluir o trajeto ignorando os sintomas.

Em passeios com crianças, observe o comportamento e a disposição delas. Irritabilidade, sonolência incomum, recusa de líquidos, pele muito quente ou redução da atividade podem indicar que é necessário interromper a exposição e buscar ajuda.

Quem precisa de atenção redobrada

Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor. Também precisam de cautela pessoas que usam determinados medicamentos, como diuréticos, remédios para pressão arterial, antidepressivos ou antipsicóticos. Esses medicamentos não devem ser suspensos ou alterados por conta própria.

Quem tem doença cardíaca, respiratória, renal ou outra condição de saúde deve conversar com um profissional sobre os cuidados necessários para atividades ao ar livre. O mesmo vale para pessoas que já tiveram desidratação, exaustão pelo calor ou dificuldade de adaptação a temperaturas elevadas.

Reconheça os sinais de alerta

Os sintomas iniciais relacionados ao calor podem incluir sede intensa, suor excessivo, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras e mal-estar. A pessoa deve interromper a atividade, procurar um local fresco e iniciar a hidratação se estiver consciente.

A insolação ou o golpe de calor apresenta sinais mais graves, como pele muito quente, temperatura corporal elevada, confusão mental, alteração do comportamento, dificuldade para falar, respiração acelerada, desmaio, convulsão ou perda de consciência. A pele pode estar seca, mas também pode haver suor intenso.

Esses sinais exigem atendimento imediato. Não é necessário esperar a pessoa medir a temperatura para pedir ajuda. Se houver confusão, desmaio, convulsão ou alteração importante do estado de consciência, ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, pelo número 192.

O que fazer diante de uma suspeita de insolação

Enquanto o atendimento não chega, leve a pessoa para um local fresco, ventilado e protegido do sol. Retire o excesso de roupas e ajude a resfriar o corpo com água fresca, panos úmidos ou compressas frias no pescoço, nas axilas e na virilha. Também é possível ventilar o ambiente para favorecer a perda de calor.

Se a pessoa estiver plenamente consciente e conseguir engolir, ofereça pequenos goles de água ou outro líquido não alcoólico. Não ofereça líquidos a alguém desacordado, confuso, convulsionando ou com dificuldade para engolir, pois há risco de engasgo.

Não deixe a pessoa sozinha e não minimize os sintomas. A insolação pode evoluir rapidamente e causar danos neurológicos, renais, cardíacos e musculares. O resfriamento deve começar imediatamente, mas não substitui a avaliação médica.

Insolação não é o mesmo que queimadura solar

A queimadura solar provoca vermelhidão, dor e irritação na pele, enquanto a insolação está relacionada ao superaquecimento do organismo. Os dois problemas podem ocorrer juntos, mas um não significa necessariamente que o outro esteja presente.

Uma pessoa pode sofrer queimadura sem desenvolver insolação e também pode ter um quadro grave relacionado ao calor sem apresentar uma queimadura evidente. Por isso, sintomas como confusão, desmaio, convulsão e temperatura muito elevada devem ser tratados como emergência, independentemente da aparência da pele.

Checklist antes de sair

  • Confira a previsão do tempo e escolha, se possível, os horários mais frescos.
  • Leve água suficiente para o trajeto e planeje pontos de pausa.
  • Use roupas leves, chapéu ou boné e óculos escuros.
  • Aplique protetor solar com FPS 30 ou mais, conforme as instruções do fabricante.
  • Evite álcool e não substitua a água por bebidas açucaradas, alcoólicas ou com cafeína.
  • Inclua áreas de sombra ou locais frescos no roteiro.
  • Observe crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas durante todo o passeio.
  • Interrompa a atividade ao primeiro sinal de mal-estar.

Com planejamento e atenção aos sinais do corpo, é possível aproveitar passeios em Goiânia com mais segurança. Hidratação, proteção contra o sol, roupas adequadas e pausas frequentes são medidas simples, mas importantes para reduzir o risco de problemas relacionados ao calor.